Bicicletas, são apenas bicicletas?

Começo este texto dizendo que para mim: bicicletas NÃO são apenas bicicletas.

Eu NÃO sei exatamente o que elas são na minha vida, pois não tenho uma categoria na qual coloca-las.
Não são continuações do meu corpo, não preciso delas para sobreviver, não fazem parte da minha família, não são minhas namoradas, nem minhas irmãs, parentes ou qualquer algo do gênero...

Mas que existe uma relação... ah, isso existe.

Eu não sei explicar muito bem o que é, mas que existe algo, existe.

Eu gosto de bicicletas.

Eu gosto!!!
Simples assim.

Sou capaz de ficar observando bicicletas por horas, seja uma minha ou qualquer outra.
Posso até não andar de bicicleta, mas gosto delas.

No dia a dia, eu massacro elas.......
sujo elas.....
xingo elas.....
me decepciono com elas..... mas também trato bem, faço manutenções, e cuido do meu modo de cuidar.

Minha ideia nesse texto é deixar fluir um pensamento sobre a relação do ser humano com um equipamento, seja ele qualquer equipamento.... mas nesse caso as bicicletas.

Eu imagino que possa ocorrer algo parecido com outro bem material, mas aqui quero falar dessas maravilhas que são as bikes.

Como eu adoro bicicletas, e como eu adoro -as minhas- bicicletas!!

Sei que existem muitos parecidos comigo, e que levam elas para dentro de casa, quase dormindo na memsa cama que elas...

Sou um que de vez em quando, por motivo de falta de espaço, coloco uma ao lado da cama, e durmo ao lado dela sentindo o cheiro de óleo após a manutenção.

E, faço isso sempre!!!!
Não é uma vez no ano, não.... são pelo menos 100 noites por ano.

Loko??

Talvez, mas garanto que existe mais gente assim.

A ideia que quero compartilhar aqui é :

Para você, bicicletas são apenas bicicletas???
São feitas de alumínio, ou carbono, tem duas rodas, guidão e selim e você apenas usa para o fim o qual ela foi desenvolvida???
Pega a bike, usa a bike, e depois coloca ela no quartinho pendurada e só volta a pega la quando for usar de novo???
Comprou, usou, e depois vende ela apenas como um ser inanimado???

Como você enxerga sua bicicleta???
Apenas como um veículo para você se exercitar, ou te levar de um local para outro???

Como eu disse, eu crio algo mais entre eu e minhas bikes.

Minhas, no plural, pois tenho algumas, sim.
Até tento esconder isso da maioria, mas as vezes fica difícil.
Tenho e adoro todas elas.
E é exatamente por isso que é difícil me desfazer delas..... pois penso 75 vezes antes de vender ou trocar.

Queria poder penduradas na parede todas as bikes que já tive em minha vida de esportista, começando pela BMX lá de trás, passando pela primeira MTB FreeSpirit de ferro de 25kgs, depois a primeira speed Trek preta com detalhes em verde modelo 1200 de alumínio com alavancas de marcha no quadro, que um “bom” vendedor de loja me empurrou ela no tamanho 58, e eu com 16 anos e 1.70m de altura.

Passei por outra Trek modelo 1000 na cor verde...
Depois por uma Bernardi bordô aro 26 e rodas Shamal 12 raios...
Depois uma Lazaretti laranja....
A minha BMC Streetfire (como adorei essa bike!)
A Giant cinza, a MTB GT azul, a MTB Trek vermelha com as rodas da Shimano de 18 raios e a outra speed Giant azul... A Trek E7 azul calcinha que ganhei 3x o geral amador do Internacional de Santos (como eu queria essa bike na parede!)

Putz....... todas elas fizeram parte da minha vida de atleta.... e todas foram mais do que apenas bikes inanimadas, ou apenas objetos.

Me desfiz delas, pois, se eu já não conseguia comprar uma bike nova, imagina ter que comprar sem vender uma delas?
Então fazia o comércio de vender ou trocar para pegar uma outra, mas sempre usada.
Minha primeira bike nova e de carbono foi a Argon E112, essa vermelha que ando agora.

Tenho um “Q” a mais com minhas bikes sim, pois uma delas.......a Specialized Transition, bike que eu fiz meu primeiro Iron, e depois meu primeiro Hawaí em 2009, esta na parede de um quarto na casa da minha mãe.
Tá la do jeitinho que voltei do Hawaí.
Mesma roda, mesmo pedal, mesmo grupo 105, mesmo guidão, sapatilha...
Até tentei vender ela para comprar a outra, mas estavam me dando incríveis 1500 reais nela.

Aí pensei: Essa bike me levou para meu primeiro Iron, meu primeiro Hawaí, tenho que trata-la como ela merece.
Tenho sorte de ter um quarto na casa da minha mãe sobrando para isso??
Sim...
Mas sei que muita gente também tem um lugar que poderia fazer o mesmo.......... apenas não faz por que não enxerga as bikes da maneira que eu enxergo.

Apenas quis dar a minha visão sobre o assunto aqui.

Escrevi esse texto por que me ofereceram um "x" por uma de minhas bikes... o dinheiro é realmente bom e a proposta boa, mas mesmo que precise da grana é difícil me desfazer dela.
Por mais que eu nunca mais vá usar essa bike, não sei se quero vende la assim...

Quando se cria uma bicicleta como quase um cão de estimação, fica complicado troca la por dinheiro, por mais que seja bastante dinheiro...

Babaquice??

Dane se....... é a minha babaquice.

Apenas tenha muito cuidado no apontar o dedo, pois eu tenho certeza que você também tem uma babaquice, seja ela qual for.







Eu achei muito relevante . . .

Retirado do site: vá de bike.

Por Willian Cruz

A Holanda é sempre citada como exemplo de infraestrutura cicloviária e de uso da bicicleta. Boa parte da população se utiliza desse meio de transporte, a prioridade é dela até no planejamento das cidades e o carro é pouco utilizado.

Ora, mas o Brasil não é a Holanda. Aqui todos usam carro, não dá pra fazer nada sem ele. E lá sempre houve ciclovias. Certo? Errado.

Veja o vídeo abaixo, traduzido por Joni Hoppen, da Holland Alumni Network (obrigado, Joni!). Ele conta como a Holanda conseguiu chegar na rede cicloviária exemplar que possui hoje e mostra que o país já teve muitos carros circulando em suas ruas e quase nenhum espaço para as bicicletas.

E o que aconteceu por lá? Pressão popular! Se cobrarmos da maneira correta as soluções corretas, poderemos chegar lá.





Texto na revista MundoTri - novembro

Aprendizado.


A vida de qualquer ser vivo no planeta Terra segue um ciclo básico: nascer, crescer, se reproduzir e morrer.

A maioria dos seres apenas vive seguindo seu instinto e mesmo que aja muitos problemas na vida de algum deles, a falta de intelecto faz com que a grande maioria não mude o modo de agir rapidamente, e por isso a melhora na genética é mais lenta levando algumas gerações para se fixar.

Com os Seres Humanos é diferente, pois possuímos uma capacidade de pensar e de estudar a nós mesmos, e com isso conseguimos aprender com os erros e acertos que podem ser mudados em um mesmo momento, ou em uma mesma vida.

Cada pensamento que gera um ato, gera também uma consequência.

Tudo depende do pensamento inicial que é baseado na experiência de cada um.

Se a pessoa tem mais experiência, cada pensamento que gera um ato e depois uma consequência, tem maiores acertos.
Se a pessoa tem menos experiência, cada pensamento que gera uma ato e depois uma consequência tem menores acertos.

Ter mais experiência em determinado assunto, trabalho, esporte, matéria ou qualquer outra atividade não esta diretamente ligado, e não é proporcional à idade da pessoa, e sim na experiência ganha no fazer, e fazer e depois refazer a atividade muitas e muitas vezes.

O problema é que quando nôs achamos muito experientes, isso gera uma vontade e nos encoraja a ousar e tentar algo diferente e mais audacioso.

Nessa hora o acerto ou o erro na atividade é difícil de medir e de se projetar, e o que poderá acontecer fica por conta de uma série de fatores os quais não conseguimos controlar.

No final, tudo tem sempre um somatório, e a vitória ou a derrota ficam na dependência da matemática, ou da famosa probabilidade.

Quando o somatório gera como produto uma vitória, tudo é fantástico, lindo, majestoso, e imponente...
Quando o somatório gera como produto uma derrota, tudo vira lixo, escuro, mal cheiroso e podre.

Na verdade, estas sensações que sentimos após as vitórias ou após as derrotas são apenas um -estado- o qual o Ser Humano esta condicionado a passar.

E digo: é preciso passar por elas e senti-las na pele.

O que não podemos esquecer, é que mesmo com vitórias ou derrotas o aprendizado acontece.

Tudo em nossa vida é de aprendizado. Aprendemos com erros e com acertos...

Geralmente aprendermos mais com erros do que com acerto, pois a sensação da derrota é ruim momentaneamente, e por não querer passar por elas novamente, nos voltamos para dentro de nós para aprender com os erros cometidos e não voltar a comete los.

Apenas é preciso lembrar que é raro um Ser Humano que apenas aprende com os acertos. A maioria de nós aprende com erros, e eu sou um deles.

É preciso errar para acertar.

É muito mais gostoso sentir as sensações que aparecem depois do somatório de acertos que produz uma vitória, mas digo com certeza que, passar pelas sensações do somatório dos erros que produz uma derrota é muito ruim no começo, mas acabamos engolindo, digerindo e nos forçamos ser inteligentes o suficiente para aprender com esse “amargo” e não voltar a errar novamente.

Em toda a nossa vida, penso e imagino que teremos 50% de erros e 50 % de acertos. Erros são bons e precismos deles. É assim que damos valor para os acertos depois, e é assim que evoluímos.

No Hawaí 2011 eu errei feio. Errei mais do que acertei, e por isso o somatório deu como produto uma derrota.

Perdi para mim mesmo e consequentemente perdi para -todo- o resto.

Agora, a decisão de aprender com o erro é minha. Cabe a mim, voltar, visualizar, entender, aprender, e não voltar errar de novo nesse mesmo erro.

2012 esta logo ali, e eu já estou com muita vontade de dar boas vindas a ele.

“Vamo que vamo” para o próximo ano.


ciro violin

Pequena brincadeira . . .











Domingo tem Long Distance Pirassunuga certo?

Beleza!!

Aproveitando que estou divulgando o NOVO tênis da NewBalance, minimus, que buca o ANTIGO conceito de correr o mais natural possível..... vou aproveitar e fazer uma pequena brincadeira.

A New Balance me disponibilizou um minimus WW10 Women Life, o qual chamamos de minimus-recovery tamanho 9 feminino (igual ao da foto), para que eu desse para alguém.

Eu poderia simplesmente dar pra minha mãe ou para minha irmã, mas achei mais legal dar de prêmio para alguém.
Fiquei pensando qual atividade poderia ser, sem me dar muito trabalho, e sendo o mais justo possível, e depois de pensar muito cheguei a uma conclusão que poderia juntar com o Long Distance Pirassununga.

Quem quiser pode participar. É livre.


Acho que não tem problema nenhum ser um tênis feminino, pois se um homem ganhar pode dar para sua namorada, mãe, esposa, irmã, cunhada, amiga ou simplesmente dar para outra mulher qualquer.

Lembrando que é uma numeração feminino. Tamanho 9 , ok?

Lembrando também que a NewBalance não tem nada a ver com essa “promoção”.
Sou eu que estou fazendo, OK?
Se tiver que reclamar, e é claro que vai ter alguém que vai reclamar de algo, fale apenas comigo e só comigo, ok?
Por que um tênis feminino e não um masculino?
Por que a NB me deu só esse para a brincadeira.
Simples!!!

A brincadeira é o seguinte:

Quem acertar, ou chegar mais próximo do meu tempo + colocação no geral na prova de domingo leva o tênis.

Simples.
Deixe o tempo + colocação no geral no comentário.
Só pode chutar uma vez, e isso vale até as 8h am de domingo, claro.

Quem acertar ou chegar mais próximo tanto pra mais ou pra menos, leva o tênis que será enviado via correio depois.


Se tiver um empate, o que postou o comentário primeiro , leva.


É uma brincadeira simples, não existe regulamento.


ISSO É APENAS UMA BRINCADEIRA!!!!!!!!!!!!
Beleza??


É um presente MEU para quem acertar..... por favor, não vamos nos matar por causa disso.


Boa sorte para mim primeiro, e depois para todos que DECIDIREM participar da brincadeira.
Espero atingir a expectativa do “chute” .




ciro



.

Palavras com conhecimento

Retirei uma pequena parte de uma entrevista que o "grande" Oscar Galindez deu para o MundoTri, do blog do próprio Galindez.

http://oscargalindez-og.blogspot.com/2011/11/entrevista-oscar-galindez.html


Acho que essa pergunta e resposta vale para muita gente.

Gostaria de aproveitar para divulga la na semana de uma IMPORTANTE PROVA SEM VÁCUO do calendário do Triathlon Brasileiro . . . o Long Distance Pirassununga


MundoTri: Alguns falam em acabar com a proibição do vácuo em provas longas, assim como na ITU. Qual sua opinião sobre isso?

Oscar Galindez: Já escutei muita besteira por aí, mas não acredito em nada enquanto não ouvir a versão “oficial” sobre o assunto. Sei que fica cada vez mais difícil controlar o vácuo, mesmo porque, não existe consciência da maioria dos triatletas neste sentido. Os próprios atletas sabotam o seu próprio trabalho e acabam se enganando ao alimentar uma falsa “superação”, palavra que está na moda para os adeptos do triathlon. Mas, poucos sabem o que realmente ela significa. Se liberarem o vácuo, mudarão a essência do Ironman.



Sem mais...

By Funf Sports




Veja mais fotos e vídeos de esportes >>





By Funf Sports

NEW BALANCE , trouxe ao Brasil o ultramaratonista TONY KRUPICKA , que participou do desenvolvimento do tênis Minimus (road,trail e recovery).O tênis minimalista mantém a pisada natural, exigindo um trabalho muscular maior e ao mesmo tempo fortalecendo a musculatura dos membros inferiores.É necessária a adaptação gradativa ao tênis para o fortalecimento.
Neste vídeo, registramos Tony Krupicka em São Paulo,Ilha Bela e Rio de Janeiro correndo com Minumus ou casual da New Balance.


Onde comprar?

http://www.procorrer.com.br/busca.php?pesquisa=new+balance+minimus



Exemplo a ser seguido

Quarta 09/11 à noite.
Estava em casa conectado na internet e por acaso entrei no Face Book...
No meio de tanta coisa sem sentido que as pessoas escrevem nesta -bela ferramenta inventada-, algumas me chamaram atenção . . .

... mas, uma delas me fez até "compartilhar".


Primeiro vi um vídeo, em que o Guto Antunes (amigo de longa data) estava no carro contando como tinha sido seu treino de corrida no Ibirapuera.
No fim do vídeo, ele diz que não poderia estar competindo no GP de Triathlon de Camburiu no próximo fim de semana, pois o alto custo das passagens aéreas dificultaram a ida para o sul do país.

Para quem não conhece o Guto Antunes, aqui vai uma breve descrição:

O Guto é um amigo.
Um amigo de SP, formado em administração pelo Mackenzie, trabalhou no Bank Boston, é casado com a Claudia e tem uma filha.

O Guto é um amigo que todo mundo gostaria de ter.
O cara é gente boa, tem índole boa.
É ético e parceiro, e é tão apaixonado pelo Triathlon quanto eu.
O Guto é triatleta profissional no Brasil, ou seja, dinheiro sempre contado, e nada de esbanjar.

Pensei comigo:
"Que merda, o cara não pode ir na prova fazer seu trabalho por causa da grana"


Quinta a noite:
Entrei de novo no FaceBook, e vi uma nova mensagem dele, dizendo que iria para o GP de Triathlon, pois a ORGANIZAÇÃO do evento, entrou em contato com ele, e indicou uma passagem por outra companhia aérea que estava mais em conta.

""Muito Feliz!!! Graças a indicação da organização do GP Internacional, consegui um vôo da Azul para participar do GPI em Balneário Camboriú!!! Não eh a toa que a organização realmente cuida de todos os atletas! Vamo com tudo encarar a Rainha!!!!!!! @gpinternacional 2011 - Summer Edition!!! ""

Que legal!!

A organização do evento entrou em contato!

A organização do evento se preocupou com o atleta.

A organização do evento pensou no atleta.

Olha só que bela postura e que exemplo a ser seguido.

O Guto vai para o GP, e vai fazer muita força, como sempre vemos ele fazendo em qualquer evento.

Muito legal e fiquei feliz com o episódio.

Gostaria apenas de registrar , que isso é um momento que raramente acontece no Triathlon brasileiro: A organização de uma prova, se preocupando com o atleta profissional.

Existe outras provas que fazem o mesmo?? SIM, claro..... mas não a maioria.

Eu tenho visto profissionais reclamando de como são tratados com descaso pelas organizações.
Como o Santiago e o Mansur disseram... eles são os caras que nos amadores nos espelhamos, e por isso precisamos que eles estejam nas provas. Fora isso, são eles que trazem a mídia para os eventos, e com a mídia, vem também o patrocínio, tanto para a prova quanto para o atleta.

Faz todo o sentido do mundo, que a organização de uma competição de Triathlon, QUEIRA que atletas profissionais estejam no evento.

Eu não quero arrumar briga com ninguém... apenas quis usar meu espaço para divulgar uma coisa legal que aconteceu entre a organização e o atleta.

Apenas, na minha opinião, isso deveria acontecer sempre.

Os amadores é que fazem a festa?
Sim, mas depois da nossa festa, paramos e olhamos que "Os Caras" fazendo seu trabalho.

Parabéns à organização do GP

Vcs foram nota 10

Quero correr aí ano que vem!