Contradição

Dêem uma olhada neste vídeo da 4 etapa do Giro de Italia 2010...






Apenas gostaria de colocar uma questão sobre as regras do ciclismo:

Eu não tenho a menor ideia.... se a UCI, que é a entidade máxima do ciclismo - apita em qualquer esporte que TENHA uma bicicleta.
Não sei se deveria fazer isso ou não, mas pensando em segurança e PADRÃO , acho que deveria sim.
Não estou sendo contra nem a favor, apenas acho que estes moldes de competições entram em contradição.

Bom... vamos lá
Eu acho estas etapas de contra relógio por equipes fantásticas, pois mostra um ballet entre as bicicletas, organização, fora que os equipamentos como bikes TT, capacetes, e rodas são muito parecidos com os nossos equipamentos de triathlon.... eles chamam mais a atenção, e nós triatletas observamos mais estas etapas.

Mas.... a contradição que quero mostrar, é o uso de bikes TT numa prova valendo vácuo.
Sim, pois teoricamente essas bikes foram feitas para o ciclista andar sozinho.

Elas são todas aerodinâmicas exatamente para que o biker fure o máximo possível - o vento - sozinho.

Elas são muito rápidas em planos, falsos planos e descidas..... mas são ao mesmo tempo de difícil dirigibilidade.
A vida toda no triathlon fomos orientados a nunca entrar em uma prova valendo vácuo, com bikes tipo TT, principalmente com os clipes que ultrapassam o guidão.

Nas provas de triathlon valendo vácuo as bikes devem ser de ROAD, e com clipes curtos que não ultrapassam os manetes do guidão.

Para que???

Segurança.

Mas aí.... claro que vão dizer:
``Mas isso é uma prova de ciclismo e não de Triathlon´´

Só estou dizendo que como a segurança é prioridade no triathlon.... isso deveria ser prioridade para as provas contra relógio nas etapas de VOLTAS CICLISTICAS.

Talvez... até poderia ter a mesma prova, com as mesmas características... apenas os ciclistas deveriam usar bikes ROAD com clipes curtos... igual nos triathlons que valem vácuo.

Vão esperar alguém cair feio para mudar a regra???
Reparem como os últimos do pelote tem diculdade de pilotar a bike TT (no vídeo)

Acho que o Ballet, e toda a beleza da etapa continuaria a mesma.

Os tempos - talvez - seriam maiores, pouca coisa, mas pelo menos a segurança estaria em primeiro plano.

13 comentários:

Anônimo disse...

Prezado Ciro, estreei no Short Triathon de Pirassununga ano passado, com vitória sua.
Tenho uma dúvida qual a média horária que você consegue em treinamento em trechos de 100k.
Abraço

Marcelo Coelho

SIMON LEONEL disse...

Também acho muito perigoso, mesmo sabendo das qualidades de cada um desses atletas ai!
Como temos muitos atletas iniciantes no esporte hojeem dia, creio que se fize alguma prova desse tido por aqui o bicho pega em...
o bicho pega de várias formas, desde ser muito forte, muito perigosa ou mesmo inadequada!
boas matétias Ciro.
abç

Nilton disse...

É, boa questão!
Concordo que fica muito perigoso.
Mas talvez seja essa a ideia:
Bater todos os records de velocidade em cima de uma bike em um determinado trajeto, não importando se é seguro ou não.
Sei la.
Se você montar em cima de uma bicicleta já fica perigoso. Se for pensar em tudo, nem sai de casa.

Anônimo disse...

Não pode usar bicicletas TT em provas de triathlon com vácuo, pois os triatletas são tripatetas, e não sabem pedalar.
Os ciclistas podem, são muito melhores em cima de uma bike.
E esses do vídeo então nem se fala. São profissionais no esporte.
Não pode comparar essas duas modalidades.

Décio Denzin

LODD disse...

Cirão,

É uma prova específica e o pessoal treina pra isso, não é em pelotão e sim em equipe. Concordo com você que é muito mais facil de acontecer um acidente, mas lembre que esse caras comem juntos em cima de suas bikes. Quem lembra da ONCE fazendo TTT sabe o que é uma equipe em sincronismo.

Agora, se isso é pouco seguro, da uma olhada nessa, prova de velódromo com todo mundo clipado, aero, andando no limite do limite (4km abaixo de 4min) em bikes sem cambio nem FREIO ;-)
http://www.youtube.com/watch?v=MYAbrkSCMJM

Tô fazendo uns treinos pra esse tipo de prova e vou te dizer que é assustador a hora que passa dos 45kph, imagina fazer acima de 60kph????

Abs

LODD

Pablo Bravo disse...

É Décio, tu deves pedalar pra C....!!! Mas parabéns de ser homem e deixar o nome no comentário!!! Ao contrário de muitos que metem o pau e ficam anônimos (ciro vc deve amar esses caras hehe!!!)

No pelote de TT, sem dúvida a chance de um acidente é considerável, mas como alguns ressaltaram, quem está na chuva é para se molhar!!!

Abraço

Emerson disse...

Cada um com as suas limitações! Eu prefiro ser "TRIpateta" do que ser LIMITADO! A ignorância é que faz essa idiotice de comentário!

Anônimo disse...

Ciro...

Quero te desejar um grande Ironman lá em Floripa. Eu nao tenho duvidas que seu potencial é absurdo e que estas preparado para o Iron, que na minha modesta opiniao, é a maior e mais nobre prova que uma pessoa pode fazer. Torço muito para que seus objetivos sejam alcançados e que tudo ocorra bem.

Só mais uma opiniao Cirao. Foca no Iron que irá disputar e deixa de lado esses assuntos de ciclismo... Quando vc registrava aqui seus treinos, vc se diferenciava de tudo e de todos com seu treinamento "animal", digno de um Ironman.

Abração e boa sorte...

Max disse...

Ciro,

creio que o que é realmente importante é o nível de proficiência dos atletas envolvidos. Quem passa horas por dia, todo o dia, em cima da bike, tem segurança e reflexos apurados para evitar ou minimizar acidentes. A prova disso que é acidentes graves em provas de TT por equipe são menos comuns do que outros em pelotão normal. Por outro lado, andar em um pelotão, mesmo com bikes road, onde atletas de competências diferentes se misturam - isso sim é perigoso. Por essas e por outras, embora tenha vontade, eu nunca participei dos grandes "desafios" ciclísticos por aqui.

Resumindo, me sinto melhor andando rápido no clip atrás de um atleta (ciclista ou triatleta) em quem eu confie, do que na bike road em meio de um bando de atletas (ciclistas ou triatletas) que não sabem nem dobrar o joelho pro lado da curva.

Isso dito, eu sou CONTRA a liberação de bikes com clip longo e shifter na ponta do clip em provas de triatlon com vácuo liberado - pode ser bom para o organizador em termos de inscrições, mas é muito perigoso para os participantes no caso de uma embolada. O mesmo vale para rodas tipo Xentis, HED3, etc. O organizador de prova que permite essas rodas e clip longo em provas com vácuo não tem a menor noção de segurança.

ab.

m.

Augusto disse...

Ciro...você presta um super serviço postando esse tipo de assunto.

Peço que continue.

Sobre o TTT. Para entendê-lo é preciso acompanhar a estória do ciclismo (em especial a pista e as grandes voltas).

É preciso ler o manual da UCI e entender o que se deseja em termos de segurança.

Sem dúvida, na minha opinião, é muito mais seguro correr um TTT (ou CRE) com bikes TT (ou CR) do que um triathlon olímpico com guidão drop.

As etapas de TTT são em equipes. Quem está a frente está sempre acelerando. As etapas de TTT são em estradas com predominância de retas. Um atleta da equipe é escalado para dar alerta sobre as mudanças de direção e possíveis problemas à frente. Não há ninguém do lado.

Apesar de existirem quedas, elas são insignificantes em termos de quantidade. Ainda mais se comparado com as etapas de pelotão.

A ITU, segue algumas regras da UCI no que se refere ao ciclismo. Mas quem verifica estas regras nas provas de triathlon é a ITU.

Não vejo contradição. A proibição de andar na roda no triathlon veio depois da existência dos TTT.

Um atleta no vácuo economiza por volta de 25% de energia, mas ainda assim enfrenta a resistência do ar. Logo, se ele estiver numa posição/bike aero obterá a vantagem que é necessário num TTT.

Repetindo, o triathlon se apoderou de conceitos dos esportes que o formam, entre eles o ciclismo. as tribikes foram feitas apartir das bikes CR; e nesta época já existia o TTT a muito tempo.

Logo, não há relação da tribike e o atleta com a cara no vento do triathlon com o CRE.

Abração

Rodrigo Massoni disse...

O risco existe, mas como falaram, quem esta na chuva é para se molhar!

Bruno Vicari disse...

Ciro, as equipes podem usar as bikes que quiserem... espere até a cronoescalada de Plan de Corones e você veré que, apesar de uma etapa contra-relógio, os ciclistas usarão bikes de subida. Eles escolhem as bikes mais velozes, de acordo com o tipo da prova.

Anônimo disse...

Acho que a principal diferença entre o contrarrelógio por equipes e uma prova de triathlon é que estão todos no mesmo time. no mesmo propósito.

A dirigibilidade talvez seja tão difícil com os dois tipos de bike (não posso provar nem um nem outro).

Além disso, os caras treinam essa sincronia.

Não há menor chance de alguém freir de sacanagem antes ou depois, de tentar acelerar pra passar ou não saber o que está fazendo.

Leandro Bittar