"Você não é o Bradley Wiggins"

Retirado do site da GO OUTSIDE

http://gooutside.uol.com.br/1782

 

 “Apenas pedale”. 

















Essa é a mensagem principal que o norte-americano Grant Petersen quer transmitir através de seu livro Just Ride (US$ 14; amazon.com), lançado este ano.

Em 212 páginas (com várias ilustrações), Grant mostra como o ciclismo profissional vem influenciando uma massa de praticantes de fim de semana, que cada vez mais estão dispostos a se vestirem como um campeão olímpico de contrarrelógio para girar seus 50 quilômetros aos sábados e domingos. “Meu objetivo com este livro é apontar o que eu vejo como má influência das corridas de bicicletas, como equipamentos e atitudes, e depois desfazê-la."

Para Grant, um dos comportamentos que aflige o mundo do ciclismo são atletas amadores fingindo – ou sendo intimidados em fingir – que são profissionais. “A solução”, diz ele, “é imitar as crianças e as pessoas que utilizam a bicicleta apenas para se divertir. Andar de bicicleta é mais como um jogo de basquete do que um mergulho”, compara.

Grant tem moral para falar. Ele, que competiu seriamente por seis anos, pedala diariamente há mais de quatro décadas. Quando se aposentou das estradas, foi trabalhar como designer de bicicletas na extinta marca japonesa Bridgestone. Em seguida, abriu sua própria fábrica, a Rivendell, na Califórnia. Em alguns pontos, Grant chega a ser polêmico. Ele deixa claro suas preferências, como usar capacete somente à noite, e é cético quanto ao uso da sapatilha.
Bicicletas de fibra de carbono? “São frágeis demais e têm pneus que deixam o ciclismo quase impraticável”, diz.

Para ele, a menos que você esteja tentando baixar em milésimos de segundo algum recorde mundial, uma camiseta de algodão e um shorts largo caem melhor do que roupas sintéticas apertadas. É um ponto de visto no mínimo interessante.

Veja no book trailer a seguir:

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4 comentários:

Xampa disse...

Certissimo.

Leandro Lima disse...

Me considero um corredor competitivo - dentro das minhas limitações, pois não vivo do esporte. Sou um apaixonado por bicicletas e isso resulta no sonho de fazer um triatlo, ao menos uma prova longa, creio que no máximo um IronMan 70.3.. no máximo!!! Estamos próximos da realização do IronMan em Kona e com ele toda a sua história de superação e consequente inspiração.
Mas ultimamente penso em comprar uma bicicleta, talvez um fixa, colocar alforges, bagageiro e quem sabe até uma cestinha. Na verdade penso em passear, se possível ir trabalhar de bike e contribuir para a redução de emissão de CO² e me afastar ainda mais dos riscos de diabetes e cardiopatias.
Creio que ler poderá ser inspirador!!

Max disse...

Ciro,

mas onde ele vai inserir - ou onde a gente vai inserir - aquele amador com instinto competitivo? Aquele que mesmo andando com uma Caloi Ceci equipada com cestinha de flores na frente ainda vai querer apostar corrida quando arrancar no sinaleiro?

Não digo que ele está errado, mesmo porque não li o livro. Mas talvez - só talvez - ele esteja jogando ovos demais na mesma cesta.

Ironman 2012 !!! disse...

Tudo isso é discutível e pessoal. são apenas opiniões sem uma verdade. por exemplo, já vi gente na base de guarulhos com roda de carbono e toda parafernalha pedalando pra 32km/h de media... muitos julgam nessa hora ridicularizando, mas outro exemplo pedalando este final de semana com um pelotão todos estavam aerodinâmicos e eu por exemplo estava de camisa e capacete normal e só uma bermuda e assim que cheguei no pelotão puxei numa media de 38.2km/h, o mesmo raciocínio que temos para aquele que pedala a 32 é exatamente o mesmo que esse pelotão poderia receber de mim tb, e ainda mais... quem pedala a 42 de media deve pensar exatamente isso de mim quando por vezes eu me visto pra pedalar com aerodinâmica.
No final das contas o amador esta dia dia querendo melhorar sua marca, nem que pra isso ele precise fingir ser um profissional comprando ate porque não? uma bike de carbono.
O mais importante nisso é a ATITUDE do colega... o duro é quando o amador se acha o atleta deixando de ser humilde... isso que acaba atingindo por exemplo o autor do texto. no final cada um faz e compra o que quer e o que seu bolso permite e ninguem tem nada a ver com isso... mas quando essa pessoa tem uma atitude de respeito e com coerência com seu status ninguem mete o bedelho.
O gosto é algo que cada um tem pra si, e gosto não se discute mas quando suas atitudes extrapolam o respeito ele passa a ser comentado e questionado.
abssss a todos e espero ter externado minha opinião clara !