pensando alto

Esses dias eu estava olhando uma bike montada num bike shop aqui em Leme.

Era uma Road Specialized Tarmac nova, igual a que o pessoal usou no Tour de France.

PQP, que bike!!!!

O dono da bike, estava trocando seu grupo Sran Red por um Campagnolo Record 11v inteirinho de carbono modelo 2012.

Cada peça!!
Que beleza!
Que equipamento bem feito!!

Aí, na conversa vai e vem, começamos a conversar sobre a diferença entre Shimano X Campagnolo X Sram

Minha opinião, é que a Campagnolo é o mais tradicional, e que faz as peças com maior cuidado e com a maior qualidade.
Não que a Shimano, e que a Sram não façam as peças com qualidade.... obvio que tem qualidade, e muita qualidade.... apenas minha opinião é que a Campagnolo produz tudo com muito cuidado e tudo (ou na sua maior parte) na Itália.

Bom...
Aí começamos a debater sobre as tecnologias que estão entrando nas bicicletas.

O cara que eu estava conversando, tem uma leve queda pela Campagnolo, e ficou um pouco chocado quando falei que tinha visto no Blog do Max que a marca se rendeu a evolução e se modernizou com a tendencia, fazendo um grupo eletrônico também.

E aí eu pergunto:
Vc acha legal as bike evoluírem e acompanharem o processo de modernização da tecnologia ao ponto de ser tudo, o máximo possível parecido com computadores, celulares, televisões, máquinas fotográficas, etc, etc, etc ???

Bom... vamos do começo:

A bicicleta não foi inventada.
A bicicleta sofreu evolução.

Ela saiu de um cavalo de madeira com rodas em meados dos anos de 1800 na França para um veículo de duas rodas, sendo uma delas, uma roda gigante com um pedal acoplado ao cubo desenvolvida por um ferreiro escocês chamado Kirkpatrick Macmillan, em 1839.
E assim por diante, ela veio sofrendo modificações e remodelações e se adaptando ao longo dos anos, pois o homem aproveitou para usa la e adapta la como um meio de transporte.

Eu nem imagino como deve ter surgido a primeira corrida de bicicleta.
Deve ter sido uma corrida até o trabalho entre dois caras....
E depois uma corrida de volta para casa....
E então começaram a organizar corridas, e eventos usando o equipamento.

O legal da bicicleta é que ela é movida pelas pernas.

O legal é que o combustível que usamos nas "magrelas" são transformações do alimento+oxigênio do almoço ou da janta, metabolizados nas células onde geram energia para mover as pernas para cima e para baixo apoiado nos pedais, movendo o pe de vela, e a energia sendo transmitida para o eixo da roda através da corrente.

Somos nós mesmos que fazemos a bicicleta ir para frente.

As bikes vieram evoluindo e evoluindo com o passar dos anos de muitas formas diferentes.

Geometrias, materiais, marchas, peso, etc, etc, etc . . . . mas no princípio elas ainda continuam iguais.

Muita coisa mudou, mas parece que duas (2) coisas estagnaram, até pouco tempo atrás:

Os cabos de aço das marchas, e o sistema de transmissão por corrente.

Todo o resto mudou, e tendeu a uma mudança, mas essas duas ainda deixam a bike parecida com as bikes dos anos de 1900.

Ops... quer dizer...
Não mais, por que hoje existe o DI da Shimano, e o eletrônico da Campagnolo também.

Mas aí eu pergunto:
Essa será uma tendencia??
Todos ali na frente terão bikes com câmbios eletrônicos ?

Vou reformular a pergunta:

Todos vão querer câmbios eletrônicos nas bikes ??

Ah sim, agora melhorou.

Não sei se isso será uma tendencia como por exemplo, foi a evolução dos freios nas MTB, passando de freios de "ferradura", para "cantilever", e depois para "V braks" e depois para "disco".

Não sei se todas as pessoas vão aceitar essa nova mudança.

Minha opinião é que ....................... não tenho opinião formada.

Gosto e sou a favor da evolução de tudo............ mas ao mesmo tempo sou contra uma evolução desesperada, a base de capitalismo selvagem pensando apenas no dinheiro, na venda, na aquisição de algo que desejamos.

Por agora, penso da seguinte maneira:

Pra que cambio eletrônico??

Eu faço 90% dos meus treinos usando uma bike de 2003 de alumínio que pesa 11,7 kg, com um Shimano 105 véio de guerra do ano de 2002.
Volto a dizer que gosto e sou a favor de evolução coerente, e sendo tudo ao seu tempo.

Nunca usei o DI e conheço pouca gente que tem.
Quando converso sobre ele com quem tem, não sinto confiança na pessoa e nem em suas respostas.

Muitos, parecem que falam que o produto é maravilhoso, só para justificar o por que ele tem um, e por que pagou 10 mil nele.
Tipo assim:
"Eu comprei, coloquei, tenho que falar que é bom."


Sei lá pessoal......... só estou pensando alto.

Apenas acho que precisamos ter um pouco coerência.

SER, antes de TER

E se for TER......... que tenha o quanto você necessita ter.





































Minha companheira diária de 11.7kgs.



Mas não posso deixar de dizer que adoro bicicletas .



Da uma olhada nisso:







.

12 comentários:

Vagner disse...

Tenho uma bike de alumínio e não troco por nada - mesmo quando fico alucinado com vídeos como esse que você mostrou e peço para alguém me amarrar na cadeira até o efeito passar...:-)))))

Eu sou a favor de qualquer coisa que venha a me dar menos trabalho com a bike.

Isso vai desde de câmbio eletrônico até pneus que não furam.

Para falar a verdade, não ligo se a bike tiver mais tranqueira que o carro do 007...

Aliás, não seria de todo mal ter um compartimento com tachinhas para abrir no momento que algum sujeito ficasse na roda...

Metralhadora eu acho um pouco de exagero...:-)))

Só uma coisa é intocável: quem empurra e puxa o pedal sou eu.

Triathlon Sem Gluten disse...

Ciro,

esta Argon E-118 é de deixar doido... q máquina...

ciro violin disse...

Muito bom Vagner....

O lance das tachinhas foi demais!!

Xampa disse...

O Ciro, ce deu mole, contou o segredo pra rapaziada? Agora GIANT antiga vai vender a rodo por aí.

Brincadeiraas a parte, acho que algumas coisas ajudam, como o lance dos furos que o Vagner falou.

Agora câmbio eletrônico em prova de Triatlo? Só se o cara precisar muito trocar de marcha ou algo parecido. O que acho estranho.

Agora, em uma MTB um câmbio bom faz a diferença, vc sabe muito melhor do que eu. A medida que vc sobe ou desce ou troca de terreno, vc sente que o giro está alto ou baixo, enfim, é outro assunto. Fora a questão da durabilidade do bichinho.

Outro dia, estava lendo a bike action e um cara falava que o mercado de bikes evoluiu por causa dos consumidores e não por causa dos atletas.

LODD disse...

Ciro,

Eu sou um cara que não engoliu esse lance de cambio eletronico ainda. Todos os "benefícios" relatados são necessidades que raramente um bom ciclista tem:

Troca rápida e precisa? Cara, desde que você tenha um material em boas condições em 10 min eu deixo sua bike com troca rápida e precisa.

Aí vem aquele monte de balela que são "necessidades desnecessárias". Quem, numa bike de CRI precisa de trocador no guidão? Será que o cara precisa mesmo de uma bike de CRI? Será que ele está usando a bike correta pra prova que ele ta fazendo?

Quem precisa de um câmbio auto ajustável? Que eu saiba qualquer mané consegue ajustar um bom câmnio pedalando.

A campanholo (que vc mencionou e que também é meu xodó) tem câmbios com microregulagens desde que eu me conheço por ciclista.

Agora, eu como sou do tipo que "preciso usar pra ter minha opinião" tô montando uma bike com Di2 e espero que até o final do ano possa ter uma opinião REAL sobre o fato - Só não espalha (rsrsrs)

Abs

LODD

ciro violin disse...

AAAAAH.....
Agora sim teremos uma boa opinião sobre o DI

Estou no aguardo dos comentários

Max disse...

Bueno,

em favor do DI e seus derivados (embora os pontos contra sejam válidos e inquestionáveis):

- nem que o cara seja o maior navalha do mundo a corrente não cai - o ajuste inteligente previne isso até nos casos mais radicais de corrente cruzada;

- dispensa regulagem manual;

- para provas de circuito, tipo uma hora de vira e arranca a cada 1km, o eletrônico traz sim uma pequena vantagem em termos e ganho de tempo na hora do reduz/ vira/arranca, e essa vantagem pequenina, ao ser multiplicada por trocentas reduzidas e arrancadas pode significar alguma coisa no final;

- mesmo que seja inútil, é bacana. Embora seu procure me manter racional diante do festival high tech que invade o mercado, não tem como não cobiçar o "zit zit" ao invés do "clac clac".

Resumindo, prós e contras no liquidificador, se eu pudesse colocaria sim, na hora :-))))

Joka disse...

Ciro a evolução caminha para coisas absurdas, não tem jeito !!! Por mais que eu ou vc não alimente essa evolução, o mercado vai continuar bombando de coisas novas, que hj parece loucura. E tem quem pague !!!rs Acredito que nossa geração, ainda vá se pasmar de muitas coisas loucas. O consumismo ta imperando e pior, creio que a competição vá ficar desleal, pq o corpo tem limite, mas os equipamento não. Vc acha que essa Argo 18 do video vai parar ai mesmo ??? Duvido !!!! Brother, por mais alto que seja seu pensamento, saiba que tua linha de raciocinio é boa pacas. Grande abraço !!!

Aninha disse...

Poxa, LODD!
Achei que eu era a única pessoa que estava sabendo da sua "surprise top secret"!
Não tenho opinião formada sobre essa tecnologia do DI.
Vou ter que pedir ajuda "aos universitários"... rs
Brincadeira...
Vou ter que explorar meu partner LODD na estradinha de Louveira, assim q ele retornar as ruas...
E... Sugar... Os conhecimentos e opiniões do Ciro.
Goataria de aprender um pouco sobre o assunto.
Vcs me ajudam?
Obrigada!
Bjocas.

mariutti disse...

Oi Ciro!

Acho que essa história é mais desperdício de dinheiro. Quem tem, pode jogar fora com bobagem. É muito melhor aprender a pedalar do que ficar dependendo de câmbios automáticos. Para um ultraprofissional, que está disputando centésimos de segundo, TALVEZ faça a diferença (em um cenário totalmente específico, de diversas arrancadas talvez faça a diferença).

Quem começar a pedalar em um eletrônico, nunca vai aprender a trocar marcha. Vai ser navalha para sempre.

Mas, como disse, cada um usa o seu dinheiro como quiser.

Abs

Emiltri disse...

Imagina vc ficar "sem bateria" em um pedal de 200km.... é o fim da rosca! Não sei se vai pegar, até por que é muito caro e graxa e eletrônica não se dão muito bem....
Abrax.

Armazém do Goró disse...

Ciro

Troquei minha bike recentemente e queria um cambio eletronico nela..comprei com di2....ele é preciso, mais pesado que o tradicional...a unica vantagem que provavelmente justifique é a a opção que vc tem de passar a marcha em 2 lugares... seja na extremidade do clip ou junto ao manete do freio...eletronico para Contra relogio achei muito bom...principalmente quando se esta pedalando em pe....fora isso é vaidade...é o mesmo que querer trocar de carro, casa, relogio, celular...e por ai vai...