ProjetoCV
civiolin@hotmail.com
Faça do jeito que vc quiser.
``eu não vou mais tentar catequizar ninguém... ´´
Faça do jeito que vc quiser.
Ninguém em sã consciência, levanta uma "bandeira" para correr descalço, e sim orienta para correr com os tênis, da maneira como vc correria descalço.
Apenas lembrem que existe um jeito correto.
Do outro jeito, a lesão é apenas questão de tempo.
*
Calcanhar ou ponta dos pés?
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,calcanhar-ou-ponta-dos-pes-,988033,0.htm
24 de janeiro de 2013 | 2h 06
Por: Fernando Reinach *
Conta a lenda que perguntaram a um ancião com uma longa barba se, ao deitar, ele colocava a barba por baixo ou por cima do lençol. Ele não soube responder, mas dizem que nunca mais o ancião dormiu direito, preocupado com a posição de sua barba.Fenômeno semelhante vem ocorrendo com praticantes de corridas de longa distância desde 2010. Um estudo relatado nesta coluna em 26 de fevereiro de 2010 (O tênis e o problema da evolução do pé) demonstrou que os grandes corredores de longa distância do Quênia, os kalenjin, que treinam descalços, correm pousando sobre a parte anterior dos pés e assim evitam o forte impacto do calcanhar no solo. Já os corredores ocidentais, que usam calçados especializados, pousam sobre o calcanhar e dependem do amortecedor dos sapatos para minimizar o impacto.
Qual a maneira correta de correr? Seria a supostamente usada por nossos ancestrais, que evita as lesões tão comuns entre corredores? Paranoicos de plantão suspeitaram de uma conspiração internacional cujo objetivo era promover a corrida com o calcanhar para induzir lesões e assim vender tênis cada vez mais caros e sofisticados. Agora um novo estudo analisou a maneira de correr de outra tribo do Quênia, os daasanach, e a história ficou mais complicada.
Nós e nossos ancestrais corremos faz mais de 2 milhões de anos. Pegadas fossilizadas descobertas no Quênia registram os passos descalços de nossos ancestrais há 1,5 milhão de anos. Pegadas mais recentes, de 20 mil anos, mostram homens correndo descalços na Austrália. Os sapatos mais antigos são de 8,3 mil anos atrás, criados pelos habitantes da região central dos EUA. Só por volta de 1970 que sapatos para corredores de longa distância foram desenvolvidos e ficou confortável correr com o calcanhar. Sem dúvida fomos selecionadas para correr descalços, mas utilizando qual dos métodos? Como é impossível descobrir o método dos nossos ancestrais, sobra descobrir como nossos contemporâneos que não usam sapatos correm.
Para responder a essa pergunta, cientistas foram a uma das aldeias dos daasanach, instalaram uma espécie de tapete capaz de medir o impacto dos pés no solo e filmou 19 homens e 19 mulheres correndo descalços. As pessoas foram instruídas a correr na velocidade necessária para longas distâncias (cada um podia escolher a velocidade que julgasse mais confortável). Depois, o teste foi repetido, mas as pessoas deviam correr o mais rápido possível. Analisando o filme, os cientistas calcularam a velocidade de cada corredor e como ele pousava o pé a cada passada. Analisando os dados gerados pelo tapete, puderam avaliar o impacto dos pés sobre o solo.
Os resultados demonstram que cerca de 80% dos daasanach, quando correm em ritmo de longa distância (2 a 3 metros por segundo) pousam - espanto geral - com o calcanhar. Metade desses mesmos corredores, quando correm mais rápido (6 a 7 metros por segundo), passa a usar a ponta dos pés para pousar. Os 20% que correm em baixa velocidade pousando com a ponta dos pés mantêm o mesmo comportamento em altas velocidades.
Esses resultados demonstram que os dois métodos de corrida são usados nessa tribo e que a preferência por um ou outro depende da velocidade em que os daasanach correm. As medidas de impacto sobre o solo confirmam os resultados anteriores: ele é muito maior quando as pessoas pousam com o calcanhar. Também foi observado que, à medida que a velocidade aumenta, o impacto aumenta nas duas formas de correr, o que já era esperado.
Os cientistas acreditam que esses resultados são mais representativos de como corriam nossos ancestrais. De certa forma, esses novos dados podem ser conciliados com os dados de 2010 - afinal, os corredores kalenjin são atletas profissionais ou praticantes assíduos de corridas e é natural que usem a ponta dos pés.
E você, caro leitor, como deve correr, agora que sabe tudo isso? Com tênis e usando os calcanhares em baixas velocidades e descalço ou com um tênis fino quando corre mais rápido? Será que surgirão tênis autoajustáveis, que aumentam ou diminuem a altura e o amortecimento do calcanhar dependendo da velocidade do corredor? Mas o que é alta e baixa velocidade para um trabalhador de escritório que corre algumas vezes por semana?
Tudo indica que, com essas novas descobertas, os corredores terão o mesmo problema de nosso ancião. A mim só resta pedir desculpas por destruir parte do seu prazer de correr.
* Fernando Reinach - fernando@reinach.com - é biólogo.
Mais informações: Variation in Foot Patterns During Running Among Habitually barefoot Population. Plos one 8(1):e52548, 2013
exatamente o que passamos
“De um certo ponto adiante não há mais retorno.
esse é o ponto que deve ser alcançado.”
.
Cinderella - Triathlon Movie from oruminante on Vimeo.
esse é o ponto que deve ser alcançado.”
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Cinderella - Triathlon Movie from oruminante on Vimeo.
A Gotham City do mundo REAL
Bom... vi esse vídeo em um momento muito
apropriado.
Estamos em um "momento limpeza" e parece que tudo vai as mil maravilhas na grande faxina mundial.
De corruptos no nosso governo, passando por mensaleiros e chegando até ciclistas dopados. Todos , teoricamente, sendo varridos para fora da sociedade....o que é ÓTIMO!
Estamos em um "momento limpeza" e parece que tudo vai as mil maravilhas na grande faxina mundial.
De corruptos no nosso governo, passando por mensaleiros e chegando até ciclistas dopados. Todos , teoricamente, sendo varridos para fora da sociedade....o que é ÓTIMO!
Mas.... analisem bem todos os acontecimentos que tem ocorrido e tirem suas próprias conclusões.
Por favor não vamos ser hipócritas...
Nossa história esta abarrotada de mentiras...
Mesmo peso, mesma medida para todos...
Não podemos limpar o quarto e a cozinha..........
e deixar o banheiro e a sala sujos
LIMPEZA???
LIMPEZA???
Então..... que a limpeza comece do começo:
Que comece a 2012 anos atrás.
A Gotham City do mundo REAL fica no Brasil
Obs: prestem atenção nos detalhes do vídeo e veja com calma
Kona 2012 - as bikes dos prós
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| Andy Potts Kestrel 4000LTD |
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| CameronBrown AvantiChrono |
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| CarolineSteffenCervelo |
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| ChrisMcCormack SpecializedShiv |
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| CraigAlexander SpecializedShiv |
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| DavidDellow CerveloP4 |
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| DirkBockel Trek SpeedConcept |
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| EricaCsomor CerveloP4 |
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| Frederick VanLierde CerveloP5 |
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| GregBennett BMC TM01 |
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| JoeGambles TrekSpeedConcept |
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| Jozsef Major SwiftNeurogen |
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| Kelly Williamson QuintanaRoo Illicito |
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| Laurent Jalabert Look 596 |
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| Linsey Corbin TrekSpeed Concept |
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| Luke McKenzie ScottPlasma 3 |
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| MarinoVanhoenacker ScottPlasma primeiro a entregar a bike |
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| MaryBethEllis CerveloP3 |
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| MattRussell CannondaleSlice |
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| Michael LovatoKestrel 4000LTD |
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| Natascha Badmann (6x campeã em kona - 45 anos) Bike Cat Cheetah |
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| PaulMatthews TrekSpeedConcept |
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| PetrVabrousek AuthorCATri |
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| Ronnie Schildknecht BMC TM 01 |
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| SebastianKienle ScottPlasma Campeã de Iron70.3 |
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| TimoBracht GiantTrinity |
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| TomLowe CerveloP5 LOW |
Contagem de Bikes em Kona
Bikes |
|
| Cervelo: | 483 |
| Trek: | 211 |
| Specialized: | 170 |
| Felt: | 115 |
| Cannondale: | 86 |
| Scott: | 85 |
| QR: | 78 |
| Argon18: | 71 |
| Giant: | 64 |
| Kestrel: | 46 |
| Orbea: | 43 |
| Kuota: | 42 |
| Ceepo: | 37 |
| BMC: | 33 |
| Look: | 31 |
| Guru: | 28 |
| Blue: | 27 |
| Fuji: | 21 |
| Ridley: | 17 |
| Cube: | 17 |
| PlanetX: | 16 |
| Litespeed: | 11 |
| Willier: | 11 |
| Storck: | 10 |
| Serotta: | 9 |
| Pinarello: | 8 |
| Parlee: | 8 |
| Canyon: | 6 |
| Colnago: | 6 |
| Stevens: | 6 |
| Elite: | 6 |
| Griffin: | 5 |
| BH: | 5 |
| Seven: | 5 |
| Teschner: | 5 |
| Beyond | 4 |
| Isaac: | 3 |
| Calfee: | 3 |
| Louis Garneau: | 3 |
| Jamis: | 2 |
| Cheetah | 2 |
| Time: | 2 |
| Principia: | 1 |
| Bianchi: | 1 |
| Merlin: | 1 |
| Softride: | 1 |
| Aegis: | 1 |
| DeRosa | 1 |
somos todos assim
Ninguém aqui esta fazendo apologia para que todos viremos atletas, maratonistas ou corredores de ultradistancia.
Esse último eu, talvez, nunca seja!
Mas precisamos saber que a corrida faz parte da nossa natureza e se exercitar utilizando a corrida como meio é algo muito maior do que apenas querer emagrecer ou desestressar.
Apenas precisamos correr direito.
Correr não é caminhar.
Caminhar é caminhar.
Correr é correr.
Vamos todos utilizar essa fantástica habilidade que todos nos temos para melhorar nossa vida.
Correr deve ser um prazer e não um martírio.
As dores que temos que sentir durante ou depois da corrida são apenas dores "gostosas"
Correr deve ser um prazer.
Com lesões, o prazer ficará de lado.
E quanto mais se correr errado, mais lesões e menos prazer vc vai ter.
ciro
"Você não é o Bradley Wiggins"
Retirado do site da GO OUTSIDE
http://gooutside.uol.com.br/1782
“Apenas pedale”.
Essa é a mensagem principal que o norte-americano Grant Petersen quer transmitir através de seu livro Just Ride (US$ 14; amazon.com), lançado este ano.
Em 212 páginas (com várias ilustrações), Grant mostra como o ciclismo profissional vem influenciando uma massa de praticantes de fim de semana, que cada vez mais estão dispostos a se vestirem como um campeão olímpico de contrarrelógio para girar seus 50 quilômetros aos sábados e domingos. “Meu objetivo com este livro é apontar o que eu vejo como má influência das corridas de bicicletas, como equipamentos e atitudes, e depois desfazê-la."
Para Grant, um dos comportamentos que aflige o mundo do ciclismo são atletas amadores fingindo – ou sendo intimidados em fingir – que são profissionais. “A solução”, diz ele, “é imitar as crianças e as pessoas que utilizam a bicicleta apenas para se divertir. Andar de bicicleta é mais como um jogo de basquete do que um mergulho”, compara.
Grant tem moral para falar. Ele, que competiu seriamente por seis anos, pedala diariamente há mais de quatro décadas. Quando se aposentou das estradas, foi trabalhar como designer de bicicletas na extinta marca japonesa Bridgestone. Em seguida, abriu sua própria fábrica, a Rivendell, na Califórnia. Em alguns pontos, Grant chega a ser polêmico. Ele deixa claro suas preferências, como usar capacete somente à noite, e é cético quanto ao uso da sapatilha.
Bicicletas de fibra de carbono? “São frágeis demais e têm pneus que deixam o ciclismo quase impraticável”, diz.
Para ele, a menos que você esteja tentando baixar em milésimos de segundo algum recorde mundial, uma camiseta de algodão e um shorts largo caem melhor do que roupas sintéticas apertadas. É um ponto de visto no mínimo interessante.
Veja no book trailer a seguir:
.
http://gooutside.uol.com.br/1782
“Apenas pedale”.
Essa é a mensagem principal que o norte-americano Grant Petersen quer transmitir através de seu livro Just Ride (US$ 14; amazon.com), lançado este ano.
Em 212 páginas (com várias ilustrações), Grant mostra como o ciclismo profissional vem influenciando uma massa de praticantes de fim de semana, que cada vez mais estão dispostos a se vestirem como um campeão olímpico de contrarrelógio para girar seus 50 quilômetros aos sábados e domingos. “Meu objetivo com este livro é apontar o que eu vejo como má influência das corridas de bicicletas, como equipamentos e atitudes, e depois desfazê-la."
Para Grant, um dos comportamentos que aflige o mundo do ciclismo são atletas amadores fingindo – ou sendo intimidados em fingir – que são profissionais. “A solução”, diz ele, “é imitar as crianças e as pessoas que utilizam a bicicleta apenas para se divertir. Andar de bicicleta é mais como um jogo de basquete do que um mergulho”, compara.
Grant tem moral para falar. Ele, que competiu seriamente por seis anos, pedala diariamente há mais de quatro décadas. Quando se aposentou das estradas, foi trabalhar como designer de bicicletas na extinta marca japonesa Bridgestone. Em seguida, abriu sua própria fábrica, a Rivendell, na Califórnia. Em alguns pontos, Grant chega a ser polêmico. Ele deixa claro suas preferências, como usar capacete somente à noite, e é cético quanto ao uso da sapatilha.
Bicicletas de fibra de carbono? “São frágeis demais e têm pneus que deixam o ciclismo quase impraticável”, diz.
Para ele, a menos que você esteja tentando baixar em milésimos de segundo algum recorde mundial, uma camiseta de algodão e um shorts largo caem melhor do que roupas sintéticas apertadas. É um ponto de visto no mínimo interessante.
Veja no book trailer a seguir:
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É importante sim!
Minha opinião
Texto na revista Mundo Tri de Setembro
A importância da Maratona para triatletas
Tive a oportunidade e o grande prazer de conhecer Craig Alexander, o atual melhor Homem-Ironman do mundo.
Em uma das chances que tive, fiz questão de comentar sobre a fenomenal maratona que ele correu no Ironman Melbourn (AUS) no começo do ano, prova a qual ele ganhou finalizando a distancia abaixo das oito horas (7h57) e correndo a maratona para incríveis 2h38 minutos .
Pelo sorriso esboçado depois do meu comentário, ele também adorou e disse que tudo foi possível por que Cameron Brown também correu muito bem e o fez forçar nos kms finais da competição dando como resultado um tempo muito bom na parte final da prova.
Uma das minhas questões para ele depois, foi se aquele era o melhor tempo dele em maratonas, e ele disse que sim.
Minha outra pergunta foi se ele já havia corrido apenas uma prova de maratona, e a resposta foi que não.
Minha terceira pergunta seguida foi saber se ele correria uma maratona pra valer, e a resposta dele foi inconclusiva, pelo menos para mim.
Penso eu, que apesar dele dizer que não correria, a fisionomia dele foi de quem tem vontade de saber como se sairia numa prova focado apenas em correr os 42km.
Para mim, valeu mais a expressão do "Corpo Fala", do que a expressão verbal em forma de palavras.
Preciso dizer que sou totalmente fã de Craig Alexander e concordo com mais de 90% das coisas que ele fala, pois são coisas parecidas com que penso. Mas me dou o direito de contraria lo e discordo dele em alguns pontos.
Logo na semana seguinte após o Trainning Camp da Alê Giglioli, o Mundo Tri colocou uma matéria com os "Dez Pensamentos de Craig Alexander".
Eu concordei com 9 deles, apenas discordando quando ele fala que não é preciso correr os 42.195m como preparação para um Ironman.
Quero deixar bem claro que esse texto, com esta minha opinião, vale apenas para triatletas já com um pouco de experiência, e quando digo "experiência", quero dizer triatletas com mais de 3 Ironmans na bagagem.
Minha opinião é que SIM, você pode e deve correr uma maratona como preparação para um Ironman.
Por que?
Vamos lá:
Primeiro que os 42.195m de uma competição de maratona, são os mesmos 42.195m da maratona que você vai encarar na terceira parte do Ironman.
Segundo que, se você já tem dois ou três Ironmans no currículo é por que gostou do "negócio" e não esta lá apenas para brincar. Tenho certeza que quase 100% dos competidores querem baixar o tempo final.
Terceiro que ganhar experiência na maratona, vai te deixar mais apto a baixar o tempo final de um Ironman, já que é bem claro que não adianta nadar bem, pedalar bem e correr mal.
Não há como baixar o tempo final de Ironman sem ter uma corrida firme e consistente.
A única maneira de você correr bem uma maratona no final de um Ironman é ficar experiente na maratona.
É necessário saber o que você pode ou não fazer nos 42kms dentro do Ironman, e uma das maneiras mais simples de descobrir isso é fazendo uma corrida de maratona.
É possível correr 42k em treino sozinho?
Sim, mas não é o indicado, pois não mostra a realidade nem te mostra o que realmente é possível fazer.
O treino solo será com camel back, com sinta tipo Fuel Belt, ou com um amigo ao lado para levar água. O percurso geralmente não será dos melhores, terá trânsito, você não terá descansado antes como deveria, não terá se alimentado antes como deveria, e nem deve se alimentar durante como deveria, sua responsabilidade de você com você mesmo não será tão levada a sério, fora os empecilho do dia a dia.
A competição de maratona é interessante pois deve ser priorizada como um objetivo.
O evento se encarrega de fechar o trânsito, colocar pontos de água, marcar seu tempo corretamente, colocar um percurso bom e simples, e você apenas deve se preocupar em correr bem.
Outra importância é que você tem o comparativo com outras pessoas e mesmo que os tempos sejam altos ou baixos por conta de clima ou qualquer outro acontecimento, a grande maioria vai ter o mesmo desempenho e você poderá saber sua referência em relação ao pace de prova.
Mas o mais importante de tudo é que o atleta saberá exatamente o que ele consegue fazer na maratona.
Tive a oportunidade e o grande prazer de conhecer Craig Alexander, o atual melhor Homem-Ironman do mundo.
Em uma das chances que tive, fiz questão de comentar sobre a fenomenal maratona que ele correu no Ironman Melbourn (AUS) no começo do ano, prova a qual ele ganhou finalizando a distancia abaixo das oito horas (7h57) e correndo a maratona para incríveis 2h38 minutos .
Pelo sorriso esboçado depois do meu comentário, ele também adorou e disse que tudo foi possível por que Cameron Brown também correu muito bem e o fez forçar nos kms finais da competição dando como resultado um tempo muito bom na parte final da prova.
Uma das minhas questões para ele depois, foi se aquele era o melhor tempo dele em maratonas, e ele disse que sim.
Minha outra pergunta foi se ele já havia corrido apenas uma prova de maratona, e a resposta foi que não.
Minha terceira pergunta seguida foi saber se ele correria uma maratona pra valer, e a resposta dele foi inconclusiva, pelo menos para mim.
Penso eu, que apesar dele dizer que não correria, a fisionomia dele foi de quem tem vontade de saber como se sairia numa prova focado apenas em correr os 42km.
Para mim, valeu mais a expressão do "Corpo Fala", do que a expressão verbal em forma de palavras.
Preciso dizer que sou totalmente fã de Craig Alexander e concordo com mais de 90% das coisas que ele fala, pois são coisas parecidas com que penso. Mas me dou o direito de contraria lo e discordo dele em alguns pontos.
Logo na semana seguinte após o Trainning Camp da Alê Giglioli, o Mundo Tri colocou uma matéria com os "Dez Pensamentos de Craig Alexander".
Eu concordei com 9 deles, apenas discordando quando ele fala que não é preciso correr os 42.195m como preparação para um Ironman.
Quero deixar bem claro que esse texto, com esta minha opinião, vale apenas para triatletas já com um pouco de experiência, e quando digo "experiência", quero dizer triatletas com mais de 3 Ironmans na bagagem.
Minha opinião é que SIM, você pode e deve correr uma maratona como preparação para um Ironman.
Por que?
Vamos lá:
Primeiro que os 42.195m de uma competição de maratona, são os mesmos 42.195m da maratona que você vai encarar na terceira parte do Ironman.
Segundo que, se você já tem dois ou três Ironmans no currículo é por que gostou do "negócio" e não esta lá apenas para brincar. Tenho certeza que quase 100% dos competidores querem baixar o tempo final.
Terceiro que ganhar experiência na maratona, vai te deixar mais apto a baixar o tempo final de um Ironman, já que é bem claro que não adianta nadar bem, pedalar bem e correr mal.
Não há como baixar o tempo final de Ironman sem ter uma corrida firme e consistente.
A única maneira de você correr bem uma maratona no final de um Ironman é ficar experiente na maratona.
É necessário saber o que você pode ou não fazer nos 42kms dentro do Ironman, e uma das maneiras mais simples de descobrir isso é fazendo uma corrida de maratona.
É possível correr 42k em treino sozinho?
Sim, mas não é o indicado, pois não mostra a realidade nem te mostra o que realmente é possível fazer.
O treino solo será com camel back, com sinta tipo Fuel Belt, ou com um amigo ao lado para levar água. O percurso geralmente não será dos melhores, terá trânsito, você não terá descansado antes como deveria, não terá se alimentado antes como deveria, e nem deve se alimentar durante como deveria, sua responsabilidade de você com você mesmo não será tão levada a sério, fora os empecilho do dia a dia.
A competição de maratona é interessante pois deve ser priorizada como um objetivo.
O evento se encarrega de fechar o trânsito, colocar pontos de água, marcar seu tempo corretamente, colocar um percurso bom e simples, e você apenas deve se preocupar em correr bem.
Outra importância é que você tem o comparativo com outras pessoas e mesmo que os tempos sejam altos ou baixos por conta de clima ou qualquer outro acontecimento, a grande maioria vai ter o mesmo desempenho e você poderá saber sua referência em relação ao pace de prova.
Mas o mais importante de tudo é que o atleta saberá exatamente o que ele consegue fazer na maratona.
Se você correu a maratona de São Paulo em 3h30, é obvio que você NÃO vai conseguir correr a maratona do Ironman Brasil no mesmo tempo.
Mas é possível saber qual é o limite que você esta treinado e até que ponto é possível ir.
Se você correu uma maratona em 3h30, é muito provável que você consiga correr a maratona no Iron para 3h45.
Então a estimativa de tempo que sempre fazemos ou que desejamos fazer será mais realista e o erro vai ser mínimo.
Meu exemplo é baseado em muitos atletas, amigos meus, que queriam correr a maratona no Ironman em "x" tempo, mas nunca tinham ideia do quanto eles poderiam correr apenas uma maratona.
Resultado?
Todos erraram e os que acharam que poderiam correr em 3h20 , correram para 3h50 e os que acharam que poderiam correr para 4 horas correram para 3h50.
Se você já sabe o que consegue fazer apenas na maratona, você leva a experiência para a prova do Iron e depois de sair da T2, você dominará o como sair correndo, em que pace sair, onde comer, quando comer, onde forçar, se precisa ou não forçar . . .
A ideia é saber naquele ano, com "x" experiência, com "x" treinamento o que é possível se fazer, em que nível você esta, e colocar metas alcançáveis e atingíveis de uma maneira mais realista.
Correr uma maratona é desgastante?
Sim!
Mas se você priorizar um evento de maratona com algum tempo antes da prova-objetivo de Iron, além de conseguir um belíssimo treino longo, você ainda ganhará experiência, saberá como esta seu corpo, se pode aumentar ou diminuir o volume, se precisa aumentar ou diminuir a intensidade dos treinos para a meta, que é o Ironman.
Correr uma maratona pra valer é um excelente método para te dar referências para o futuro.
Não sou , nem quero ser o dono na verdade, apenas estou passando a experiência que deu certo comigo. Esta experiencia é baseada em muita dedicação, treino, testes, observação do físico, mente e emocional... e vai por mim, dá certo!
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